Como em todas as outras viagens a trabalho, voltei do Rio Grande do Sul com vontade de nunca mais fazer isso na vida…
É péssimo demorar cinco horas para chegar a um lugar, ficar por dois dias e ainda não ter tempo de fazer nada divertido por lá…
Mas o pior são as aventuras que a gente enfrenta.
Voei dessa vez em um LET410, avião com capacidade para 19 passageiros e que, para dar mais medo, foi fabricado na República Tcheca quando essa ainda era Tchecoslováquia.
A primeira impressão que eu tive foi a de que estava entrando no avião do Balu daquele desenho Tale Spin, lembram?
Deu medo, mas depois passou.
Passou porque a vontade de vomitar fez o medo parecer fichinha. Como balançava! Pela primeira vez na vida fiz questão de me certificar onde estava localizado o saco de vômito.
Esse blog traz vários argumentos contra a opção dos biocombustíveis para a redução da emissão de CO2 no ambiente. É engraçado como esta visão é bem diferente da de uma palestra que eu assisti hoje pela manhã.
No blog, o autor (que é um cientista X) diz que o nível de subsídios necessários para o aumento da produção de biocombustíveis (no caso, o etanol) inviabiliza seu crescimento. Ele também diz que fazer energia a partir de comida é uma coisa idiota…
Eu discordo…
Não acho que seja razoável comparar os custos da produção de etanol com os da indústria do petróleo. É claro que o petróleo é mais barato, se não fosse a matriz energética do mundo não seria baseada nele.
Também não concordo com o tal argumento da comida. Todo mundo sabe que o problema da fome é um problema de distribuição e não de indisponibilidade de alimentos.
Os argumentos não me convenceram, mas é claro que eu não fui tão a fundo no assunto como o tal cientista X…
Ou seja, no final, tudo isso só serviu pra me mostrar que as coisas não são assim tão preto no branco…